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| fonte: google |
Corpos vazios caminham na cidade cinza
Os que me enchergam por dentro tem pedra e metal entre os dedos
Ando pela sombra dos prédios altos na avenida
Sob o sol de cada amanhecer logo cedo.
Acolhido pelas noites de vento gelado
Engolindo as verdades amargas
Dissolvendo-as na fumaça do cigarro
Vendo flutuar as ilusões erradas
É preciso manter a alma trancada
Prender sua escência neste corpo bruto
De olhos fechados e a boca calada
Deslizar despercebido pelos caminhos do mundo...
Corpos vazios cheios de alma
São feitos para serem livres de amarras
Usando os olhos como porta de entrada
Tendo a pele ferida e arranhada.
E o amargo é presente denovo
Pela nicotina impreguinada na lingua
tendo as boas lembranças de esboço
De uma vida pela frente que morre a míngua...
{ouvindo: o silêncio de uma noite qualquer}
Dor angústia perda culpa abandono frio falta saudade odio raiva rancor ciúme incompreenção ironia asco pessimismo negação rejeição adular apego necessidade desejo ira sufoco separação desprendimento luta vontade utopia sonho pesadelo burrice teimosia desapontamento inveja entorpecimento cançasso misericórdia consolo queda sangue ferida cicatriz violência vazio silêncio socorro arrependimento divida negativismo maldade negligência fingimento irresponsabilidade clausura cárcere injustiça lágrima amargo morte desgraça rompimento praguejar farsa jogo distorção cegueira surdez fragilidade insensível desmoronar grito aperto desgosto mentira insensatez mancha estigma repetição sujeira penumbra sombra escuridão afogar mágoa ilusão desilusão chatisse drepressão esquecer sair largar deixar pagar engano azar medo irreal realidade lagrima amor!
{ouvindo- a voz da conciência}
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| fonte:google |
Seque esta onda que vem até mim...
ela quer cobrir todo o meu existir.
Eleva-me acima das nuvens
onde a chuva não me alcança.
Sugue minha lágrima
antes dela rasgar meu rosto
a agua é um acido
o vento deteriora
a luz queima
a escuridão apodrece
Cubra-me com o seu existir
mata-me
Não me proteja
Do que eu mais desejo.
{ouvindo - jonhy cash-hurt}
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| fonte:google |
Todos os poetas estão sussurrando minha vida.
Todas as canções estão me traduzindo.
Das cançõs piegas aos protestos punk.
Me vejo nas cantigas de roda,
me vejo nas crianças cantando na escola...
Minha vida está na bula de remédio,
nas minúsculas letras do contrato...
Tento ficar mudo, para não ouvir.
Forjo a surdez para não precisar ver...
fecho os olhos para não pensar,
Penso para não sentir...
Mas se estou vivo, continuo a sentir.
Mas se estou morto, como isso ainda doi?
{ouvindo: Beethoven-moonlight sonata]
um copo de leite
como isso me purifica!
isso é tão infantil...mas, tão bom!
tão quanto o colo da mãe...
imagine se ao invez de envelhecer
voltassemos a ser criança!
ver este mundo se acabando e
não entender a gravidade das coisas
ir ficando cada vez mais inocente
alheio ao caos
tomar um copo de leite
dormir e sonhar...
...com o abcdário da escolinha
que está no balanço do parque
pondo curativo no joelho
espiar a chuva de granizo pela janela...
que paz...que paz...
[ouvindo: os carros passando no asfalto molhado}