domingo, 1 de julho de 2012

Cara Estranho

Ele tem tantos defeitos
Que nem os percebe, não os conhece
E por isso não entende porque é rejeitado...

Se olha no espelho uma vez por dia
\e se acha descente,
merecedor de alguém pra amar
e amá-lo

Nem tenta ser o melhor que pode
porque se acha o suficiente.

E ninguém sabe explicar
o que incomoda tanto,
algo oculto e indecifrável
um tipo de defeito inventado e discohecido.

O cara estranho morrerá asim, sozinho
porque ninguém o ajuda a entender
Só se enganam, e o enganam por um tempo
Depois fojem sem tentar entender...

O cara estranho será sempre estranho até para ele mesmo
Sem saber dos seus defeitos.
Com um sorriso ingênuo
Debaixo de seu  chapéu...

Talvez tente ser outro cara
Tente outros caminhos
mas voltara a sua origem
tentando estender seus prazeres ao máximo
até a próxima desistência...
...e só fará falta
quando não estiver mais por aqui...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Noite Passada

Onde estava meu colírio na noite passada?
meus olhos queimaram por horas
orbitaram e se afundaram dentro do crânio
se fecharam para sempre...

Onde estava meu estímulo na noite passada?
que secava a garoa no meu corpo
aliviava a tensão do atrito público
acalmava meus demônios internos...

Onde estava meu conforto na noite passada?
me acobertando do frio
acalmando meus diálogos em sequência
movimentava meus músculos facias
me fazendo expor os dentes e a voz sem direção
contra os ouvidos atentos.

{ouvindo: Russian Circles}

domingo, 19 de fevereiro de 2012

fim

Flutuando sobre o oceano
sentindo seu cheiro e força pela última vez.
Isso vai desaparecer junto com a terra e as pessoas que nela pisam...

O sol vai nos engolir sem aviso
vamos queimar e virar pó, cinza.
Não havera tempo para se despedir
olhe seus irmãos pela última vez...

Se ao menos chovesse pela última vez
eu sairia lá fora e mataria minha sede
da água mais pura que vem do céu...

Não há lugar para onde ir
além de fugirmos para dentro de nós
lembrar e se apegar dos bons momentos
até que a mente não consiga mais fazer isso.

Puxar pela última vez o ar para dentro dos pulmões
Deixar para tráz o que compramos e vendemos
Neste momento o dinheiro não passa de papel velho.

Não ficaremos velhos
permaneceremos velhos o quanto somos
a inocência das crianças será seu conforto
o medo dos concientes será o limite

Engolidos pelo sol
afogados pelo mar
soterrados pela terra

Os que assistirem das galáxias verão
tudo isso desaparecer sem rastro, é o fim
a última coisa que pensaremos e guardaremos
são os sons que aprendemos
que virarão ecos emudecidos pouco a pouco...

[ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=Mxm_Lg7lNY4&feature=related]

sábado, 3 de dezembro de 2011

Marinheiro Só

O sal, o fumo, estão impreguinados

Em minhas longas barbas.
O sol, o mar, na minha pele seca.
Há tanta mentira em terra firme,
que não ouso falar das coisas que vejo;
As lulas gigantes, os peixes de dois olhos...
Seriam história de pescador.


A cada dia que me lanço em alto mar
Torço para ser tragado
ser afogado pelas tempestades
mas elas não me levam...


Sobrevivo das sardinhas
Quando volto de redes vazias
a tempestade balança meu barraco
A areia branca está em minha lingua.


Esta noite mais uma vez
me juntarei a ela no céu
O mesmo céu que nos cobre
mas nunca me acolhe.

domingo, 18 de setembro de 2011

Feridas de Arranha-Céus

fonte: google
Corpos vazios caminham na cidade cinza
Os que me enchergam por dentro tem pedra e metal entre os dedos
Ando pela sombra dos prédios altos na avenida
Sob o sol de cada amanhecer logo cedo.

Acolhido pelas noites de vento gelado
Engolindo as verdades amargas
Dissolvendo-as na fumaça do cigarro
Vendo flutuar as il
usões erradas

É preciso manter a alma trancada
Prender sua escência neste corpo bruto
De olhos fechados e a boca calada
Deslizar despercebido pelos caminhos do mundo...

Corpos vazios cheios de alma
São feitos para serem livres de amarras
Usando os olhos como porta de entrada
Tendo a pele ferida e arranhada.

E o amargo é presente denovo
Pela nicotina impreguinada na lingua
tendo as boas lembranças de esboço
De uma vida pela frente que morre a míngua...


{ouvindo: o silêncio de uma noite qualquer}