sábado, 3 de novembro de 2012

Beber com os Anjos

fonte: Google
Amanheceu e eu saí pra ouvir melhor os pássaros
só queria ouví-los melhor do que de dentro do banheiro.
Mas a medida que meus ouvido foram se abrindo e se abituando,
comecei a ouvir também os carros na avenida,
as pessoas passano na rua.

É uma droga mesmo, não se pode estar sozinho mais
e ouvir apenas a brasa queimando o fumo na ponta do cigarro
a respiração se misturaando a brisa fria dessa manhã fria
meus pensamentos tão pesados...
não se pode mais estar só por um momento em lugar algum.

E ouvi os passos por saltos de mulher se aproximando
apressados e crescentes.
Pra onde ela vai arrumada asim a essa hora?
Hoje é sábado! por que não esá envolta nos lençóis dormindo?
Até o "grande arquiteto" dessa merda toda descansou no sá bado não foi?
Ah não...o descanso foi num domingo...
Sábado ele se arrumou também,
e foi beber com os anjos...

Um cachorro também passou pela rua
me olhou, me encarou
tenho certeza que me cumprimentou.
E eu não soube o que fazer,
aquela sensação de conhecer alguém novo e não saber como se portar...
Ele me cumprimentou com seu olhar...

Eles veem me cumprimentando ha tempos!
Os cães, os gatos, os pássaros...
e nós não cumprimentamos devolta.
Preferimos apertar mãos fracas, beijar faces frias...
Porquê? são iguais a nós?
Nunca mais ignorarei o olhar de um cão...

Hoje quero sair pra beber com os anjos
e descançar amahã, acordar envolto em lençóis
e continuar alí.
No silêncio entre meu ouvido e o travesseiro...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Espectador

Desisti  de viver
passei a assistir a vida apenas
não quero fazer parte de nada
participar de nada.

Estou me armando...não de armas
mas de conhecimento, de tudo que nunca tentei entender
olhando para tráz, buscando no passado, respostas

Me armando e voltando-me para mim mesmo
me enchendo sem querer inundarme
sem ter a quem e porque me derramar.

Não quero mais me apaixonar
participar da competição da vida
pois não há prêmio suficiente caso ganhe.

Não que ro mais ganhar nada
participar de nada
nem que me participem, me incluam.

Não quero divulgarme, ser conhecido nem reconhecido
não mais compartilhar nada, pois ninguém quer verdadeiramente saber.

Assistir a vida dos outros
sua reações, dúvidas e glórias
assistir comendo pipoca, e esquecer depois.

Até meus olhos cansarem, ou minha tv ocular pifar.
E perceber que nada aprendi, somente me entreti
por algumas horas...

sábado, 1 de setembro de 2012

virgulas

(fonte:google)

Acordamos, fumamos, caminha mos pela rua, padaria, um café, um pão na chapa, a lotação...
O trem, a música,a rua novamente, o prédio, o elevador, a cadeira, a mesa...
O intervalo, o lanche, a conversa desinteressante.
O por do sol, a chuva, a volta, o cochilo, a cabeça na janela.
A ladeira, o portão, o banheiro.
O telefone, a espera, o atraso, o beijo, a transa...
A cerveja, a despedida, os pensamentos, o fracasso.
O livro, a privada,a água, a tosse, a tv, a cama.

Acordamos, fumamos, caminha mos pela rua, padaria, um café...
...quando isso terá um fim?

sábado, 28 de julho de 2012

NUMB

Meu cinzeiro transborda
o resto de café secou no fundo da xícara
o resto de licor secou no fundo do copo
eu não sei que horas são.

O quarto e a janela estão fechados
a procrastinação prevalece novamente
junto ao silêncio, ela sempre vence...

Quantas vezese eu peguei o telefone mas desisti de ligar?
amarrei os tênis e continuei sentado.
a rua é tão silenciosa de madrugada
e isso é tão confortável.
Dá preguiça de acabar com a própria vida
quando se tem tantos livros embalados me esperando para lêlos...

Encontrar os amigos mais tarde
rir das mesmas coisas
lembrar de épocas boas que fazem parte de uma coleção...

Existe alguém igual a mim por aí?
Todos nós somos cópias uns dos outros.
POrque um orgasmo dura dez segundos
e uma dor de dente uns dois dias?

Não esperem nada de mim
vou ascender outro cigarro
encher outro copo
tentar dormir um pouco mais
e tanto faz o mundo lá fora...
ele não me pertence mais
nem nunca pertenceu...
eu só me enganei todo esse tempo
e isso cansa, pesa, perde a graça...

domingo, 1 de julho de 2012

Cara Estranho

Ele tem tantos defeitos
Que nem os percebe, não os conhece
E por isso não entende porque é rejeitado...

Se olha no espelho uma vez por dia
\e se acha descente,
merecedor de alguém pra amar
e amá-lo

Nem tenta ser o melhor que pode
porque se acha o suficiente.

E ninguém sabe explicar
o que incomoda tanto,
algo oculto e indecifrável
um tipo de defeito inventado e discohecido.

O cara estranho morrerá asim, sozinho
porque ninguém o ajuda a entender
Só se enganam, e o enganam por um tempo
Depois fojem sem tentar entender...

O cara estranho será sempre estranho até para ele mesmo
Sem saber dos seus defeitos.
Com um sorriso ingênuo
Debaixo de seu  chapéu...

Talvez tente ser outro cara
Tente outros caminhos
mas voltara a sua origem
tentando estender seus prazeres ao máximo
até a próxima desistência...
...e só fará falta
quando não estiver mais por aqui...